4 de maio de 2015
2 de maio de 2015
TRANGÊNICOS, A DITADURA DO AGRONEGOCIO E A SUMISSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Querem
acabar com a obrigatoriedade do “T” em produtos transgênicos
Não é exagero dizer que essa gente faz parte da linha dura
da tecnocracia. Da mesma forma que nos anos 70, coincidentemente com a
restrição a liberdade de expressão, era imposto o modelo da agricultura
latifundiária, com seus tratores e venenos – vários deles aliados da grilagem
centenária de terras públicas, no Brasil. Nesses anos 70 também foi promovida
pelo governo autoritário a erradicação dos cafezais no Paraná e em outras
regiões. Os agrotóxicos seriam a
salvação da agricultura cercada pelos seus” inimigos”, as chamadas “ervas-daninhas”,
também perversamente chamadas de “pragas” – que, na verdade, são plantas que
devolvem a terra vários elementos que a enriquecem depois de anos de uso. Na
verdade era a máquina e a química dos venenos inviabilizando pequenos
produtores que tinham que vender suas terras para os grandes fazendeiros – hoje
conhecidos elegantemente como agro negociantes. Um dos alvos dessa medida aprovada pela Câmara é justamente impedir o avanço de pequenos agricultores que cultivam sem venenos - que crescem e ameaçam as corporações do veneno agrotóxico.
Lamentavelmente a Câmara dos
Deputados aprovou projeto de Luiz Carlos Heinze, que irresponsável e manhosamente, quer retirar a
obrigatoriedade de se colocar em rótulos o T de
transgênico nos produtos geneticamente agroindustriais – alimentos - manipulados. Conforme o Estadão, 350 deputados
votaram a favor da não-proibição e 135 foram contra. A matéria agora será analisada pelos
senadores. Além de forçar o cidadão a não saber o que esta comendo, essa decisão infeliz faz deputados
parceiros da ditadura do agronegócio & Corporações do Veneno. Tal é a sanha inteligente da máfia dos
venenos que, em outra ocasião, até conseguiu isenção de impostos para seus
produtos! Vergonhosamente, para nós, suas vitimas!
Para Marijane Lisboa, da Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança (CTNBio), a decisão fere o direito do consumidor de
várias formas. Com o fim da obrigatoriedade da rotulagem dos alimentos
transgênicos, o cliente não terá maiores informações para poder optar por um
produto livre de organismos geneticamente modificados: “Direito do consumidor não é o
direito de escolha, mas também o ter opção”. Essa decisão, arbitrária,
quer inviabilizar a crescente agricultura e agroindústria brasileira que produz
alimentos não transgênicos e sem venenos!
Esclareço que não sou contra a propriedade, não me chamem de
comunista, por favor! Sou Democrata – não de rótulo ou de partido. Sou um
cidadão que tem direito de saber o que estou comendo. Procuro comprar alimentos
de produtores artesanais, de cooperativas que produzem alimentos sem esses
aditivos e sem os venenos. Essa indústria perversa acabou com a terra na Índia,
que agora faz um esforço hercúleo para se livrar de uma prática lesiva, que
envenena a terra, consume as defesas naturais, acaba com pássaros e outras
espécies, contamina a água que bebemos – para enriquecimento de uma elite que
se acha dona do mundo com seu séquito de interesseiros da riqueza com o menor
custo possível, forçando homens e mulheres, tribos e quilombolas a se exilar em
megacidades onde falta emprego, saneamento, e sobra violência, drogas e outras
porcarias que muitos brasileiros fazem ou importam sob o rótulo de “cultura” –
com incentivos fiscais, etc. Parabéns a GRÉCIA
que proibiu o uso de venenos agrotóxicos e lá, ao contrário do Brasil, ninguém
morre de fome! Conforme o site da revista “Carta
Capital” o deputado Valdir Colatto tentou justificar a mudança na lei: “Nós
não podemos, nós mesmos, criar obstáculos para o consumo dos nossos produtos. O
agronegócio é que alimenta o país”, (PMDB-SC), relator da matéria na
Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Outros parceiros
da arbitrariedade: Júlio Cesar
(PSD/PI); Keiko Ota (PSB/SP); Jorge Côrte Real (PTB/PE); Laércio Oliveira (SD/SE) – membros da
comissão executiva. Que lei é essa que é justificada pela reserva de mercado
dos deputados votantes, a maioria adepta do modelo? Isso é anticonstitucional! Reaja
cidadão, valorize quem planta comida sadia, que vai contra a corrente dessa
cultura lesa pátria e lesa humanidade. Nota zero para quem votou essa
arbitrariedade: Temos o direito de escolha! – da mesma forma que escolhemos ou
deveríamos escolher, pois a maioria dos eleitores é composta por analfabetos em
cidadania – graças à “competência” dos políticos em deixá-los na inconsciência
para permanecer no poder. Compre em fontes sadias o alimento de seus filhos. Até
os anos 60 o câncer era algo a se referir em voz baixa, de tão raro que era. Com essa avalanche de “novidades” – os agrotóxicos,
por exemplo, que nasceram como esforço de guerra. Vivemos num tempo de “salve-se
quem puder”. Plante sua comida, cuida da terra, não se deixe capitular.Pergunte a um grande produtor de batatas se ele come a batata que planta para o mercado!
Em outro artigo vamos colocar os nomes de todos os senhores
deputados que aprovaram a infeliz idéia testa-de-ferro do Sr. de Luiz Carlos
Heinze e seus associados. Mais uma vergonha, Brasil! Que o Senado Federal vote
a favor e não contra a saúde do cidadão brasileiro. Todos têm direito de
escolher o que querem comer! Na verdade é uma tentativa de coibir a sociedade a
encontrar caminhos de autosustentabilidade frente aos megainteresses de grandes
corporações e seus aliados.
(José Julio de
Azevedo)
LEIA TAMBÉM:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/?gclid=CLCBtMrMo8UCFYI8gQodVDYA-Q
http://www.ortomoleculardrhigashi.med.br/not%C3%ADcias/84/intoxicacao-por-metal-pesado-arsenico#.VUdqdJNOxAP
https://www.epochtimes.com.br/estudo-encontra-expressivos-niveis-de-arsenio-no-arroz-brasileiro/#.VUdoE5NOxAM
Arroz brasileiro tem expressivos níveis de arsênio (Spencer Platt/Getty Images)
http://www.ortomoleculardrhigashi.med.br/not%C3%ADcias/84/intoxicacao-por-metal-pesado-arsenico#.VUdqdJNOxAP
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