2 de maio de 2015

TRANGÊNICOS, A DITADURA DO AGRONEGOCIO E A SUMISSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS




Querem acabar com a obrigatoriedade do “T” em produtos transgênicos
 

Não é exagero dizer que essa gente faz parte da linha dura da tecnocracia. Da mesma forma que nos anos 70, coincidentemente com a restrição a liberdade de expressão, era imposto o modelo da agricultura latifundiária, com seus tratores e venenos – vários deles aliados da grilagem centenária de terras públicas, no Brasil. Nesses anos 70 também foi promovida pelo governo autoritário a erradicação dos cafezais no Paraná e em outras regiões.  Os agrotóxicos seriam a salvação da agricultura cercada pelos seus” inimigos”, as chamadas “ervas-daninhas”, também perversamente chamadas de “pragas” – que, na verdade, são plantas que devolvem a terra vários elementos que a enriquecem depois de anos de uso. Na verdade era a máquina e a química dos venenos inviabilizando pequenos produtores que tinham que vender suas terras para os grandes fazendeiros – hoje conhecidos elegantemente como agro negociantes. Um dos alvos dessa medida aprovada pela Câmara é justamente impedir o avanço de pequenos agricultores que cultivam sem venenos - que crescem e ameaçam as corporações do veneno agrotóxico.



Lamentavelmente a Câmara dos Deputados aprovou projeto de Luiz Carlos Heinze, que  irresponsável e manhosamente, quer retirar a obrigatoriedade de se colocar em rótulos o T de transgênico nos produtos geneticamente agroindustriais – alimentos -  manipulados. Conforme o Estadão, 350 deputados votaram a favor da não-proibição e 135 foram contra.  A matéria agora será analisada pelos senadores. Além de forçar o cidadão a não saber o que esta  comendo, essa decisão infeliz  faz  deputados parceiros da ditadura do agronegócio & Corporações do Veneno. Tal é a sanha inteligente da máfia dos venenos que, em outra ocasião, até conseguiu isenção de impostos para seus produtos! Vergonhosamente, para nós, suas vitimas!
Para Marijane Lisboa, da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), a decisão fere o direito do consumidor de várias formas. Com o fim da obrigatoriedade da rotulagem dos alimentos transgênicos, o cliente não terá maiores informações para poder optar por um produto livre de organismos geneticamente modificados: “Direito do consumidor não é o direito de escolha, mas também o ter opção”. Essa decisão, arbitrária, quer inviabilizar a crescente agricultura e agroindústria brasileira que produz alimentos não transgênicos e sem venenos!
Esclareço que não sou contra a propriedade, não me chamem de comunista, por favor! Sou Democrata – não de rótulo ou de partido. Sou um cidadão que tem direito de saber o que estou comendo. Procuro comprar alimentos de produtores artesanais, de cooperativas que produzem alimentos sem esses aditivos e sem os venenos. Essa indústria perversa acabou com a terra na Índia, que agora faz um esforço hercúleo para se livrar de uma prática lesiva, que envenena a terra, consume as defesas naturais, acaba com pássaros e outras espécies, contamina a água que bebemos – para enriquecimento de uma elite que se acha dona do mundo com seu séquito de interesseiros da riqueza com o menor custo possível, forçando homens e mulheres, tribos e quilombolas a se exilar em megacidades onde falta emprego, saneamento, e sobra violência, drogas e outras porcarias que muitos brasileiros fazem ou importam sob o rótulo de “cultura” – com incentivos fiscais, etc. Parabéns a GRÉCIA que proibiu o uso de venenos agrotóxicos e lá, ao contrário do Brasil, ninguém morre de fome! Conforme o site da revista “Carta Capital” o deputado Valdir Colatto tentou justificar a mudança na lei: “Nós não podemos, nós mesmos, criar obstáculos para o consumo dos nossos produtos. O agronegócio é que alimenta o país”, (PMDB-SC), relator da matéria na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. Outros parceiros da arbitrariedade: Júlio Cesar (PSD/PI); Keiko Ota (PSB/SP); Jorge Côrte Real (PTB/PE); Laércio Oliveira (SD/SE) – membros da comissão executiva. Que lei é essa que é justificada pela reserva de mercado dos deputados votantes, a maioria adepta do modelo? Isso é anticonstitucional! Reaja cidadão, valorize quem planta comida sadia, que vai contra a corrente dessa cultura lesa pátria e lesa humanidade. Nota zero para quem votou essa arbitrariedade: Temos o direito de escolha! – da mesma forma que escolhemos ou deveríamos escolher, pois a maioria dos eleitores é composta por analfabetos em cidadania – graças à “competência” dos políticos em deixá-los na inconsciência para permanecer no poder. Compre em fontes sadias o alimento de seus filhos. Até os anos 60 o câncer era algo a se referir em voz baixa, de tão raro que era.  Com essa avalanche de “novidades” – os agrotóxicos, por exemplo, que nasceram como esforço de guerra. Vivemos num tempo de “salve-se quem puder”. Plante sua comida, cuida da terra, não se deixe capitular.Pergunte a um grande produtor de batatas se ele come a batata que planta para o mercado!
Em outro artigo vamos colocar os nomes de todos os senhores deputados que aprovaram a infeliz idéia testa-de-ferro do Sr. de Luiz Carlos Heinze e seus associados. Mais uma vergonha, Brasil! Que o Senado Federal vote a favor e não contra a saúde do cidadão brasileiro. Todos têm direito de escolher o que querem comer! Na verdade é uma tentativa de coibir a sociedade a encontrar caminhos de autosustentabilidade frente aos megainteresses de grandes corporações e seus aliados.
 (José Julio de Azevedo)
LEIA TAMBÉM:
http://www.greenpeace.org/brasil/pt/O-que-fazemos/Transgenicos/?gclid=CLCBtMrMo8UCFYI8gQodVDYA-Q
 http://www.ortomoleculardrhigashi.med.br/not%C3%ADcias/84/intoxicacao-por-metal-pesado-arsenico#.VUdqdJNOxAP

https://www.epochtimes.com.br/estudo-encontra-expressivos-niveis-de-arsenio-no-arroz-brasileiro/#.VUdoE5NOxAM
               Arroz brasileiro tem expressivos níveis de arsênio (Spencer Platt/Getty Images)